Displasia Coxofemoral Canina
A displasia coxofemoral é a má formação das articulações coxofemorais, atingindo todas as raças, principalmente as grandes e de crescimento rápido. Atinge os dois sexos, podendo comprometer uma ou ambas articulações (maior incidência).
Sua transmissão é hereditária, intermitente, recessiva e poligênica (alguns autores consideram 20 genes). Outros fatores influenciam: meio ambiente, biomecânicos, associados à hereditariedade pioram a condição.É fundamental evitar: a obesidade, locais escorregadios,...
Os sintomas geralmente iniciam entre os quatro meses de idade até um ano de vida. Estes podem ser: dificuldades para caminhar, correr, saltar, levantar e subir escadas.Algumas vezes quando o animal corre seu movimento assemelha-se a corrida de um coelho. Este animal poderá ter claudicação em um ou dois membros. O animal poderá ter a região torácica
mais desenvolvida, visto que desloca o peso mais sobre os membros anteriores.Poderá demonstrar passadas mais curtas e preferência por deitar ou sentar.A displasia pode provocar dores, conseqüentemente o animal torna-se muitas vezes agressivo.
O diagnóstico é feito baseado na anamnese, exame clínico, mas só é definitivo quando feito um exame radiográfico.
Os tratamentos podem ser cirúrgicos ou conservadores, dependendo de cada caso a ser avaliado por um veterinário.
O mais importante é que se tenha um controle da displasia, que todos animais utilizados para reprodução passem por uma seleção radiográfica.
É importante saber que alguns animais apresentam radiograficamente displasia moderada ou severa e podem não manifestar qualquer sintoma clínico.
Essa radiografia poderá ser realizada a partir de um ano de idade, caso o animal não apresente nenhum sintoma anterior a essa idade.
Se conseguirmos fazer com que cada proprietário tome consciência da importância desse controle, evitando acasalamentos entre animais portadores, estaremos contribuindo para a diminuição da alta incidência de displasia.
Mônica Sartori
CRMV-medica veterinaria
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